[ENTREVISTA] Viviani Guimarães | Especial Mente Azul

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Autora amapaense fala do seu livro e um pouco mais: inclusão social, as conquistas e o que ainda falta melhorar quando se trata de Autismo.

Data da Publicação: 10/04/2017

 

Autora do livro Especial Mente Azul, Viviani Guimarães, hoje mora em Brasília e já veio a Macapá fazer o lançamento de seu livro em 2016. Um livro que, segundo a própria autora "tem a pretensão de sensibilizar a todos para esse assunto" do autismo. A autora topou esse pequeno bate-papo com o Bloco do Abel e se diz emocionada com o lançamento de um livro seu, e tanto mais se for aqui na sua cidade natal. 


 

BDA: O que motivou você a escrever o livro Especial Mente Azul e sobre o que o livro fala?

VG: O que me motivou foi ver que pais, professores e, principalmente, crianças não sabiam o que era o Autismo e quais eram as suas características. Então esse livro tem a pretensão de sensibilizar a todos para esse assunto. 

 

BDA: Que outra atividade você exerce, além da de escritora?

VG: Sou professora, palestrante e editoradora. Editorei a maioria dos meus livros. Também estou como Diretora de Ensino do Movimento Orgulho Autista Brasil que é formado por autistas, pais e amigos de autistas e que luta pela melhoria de vida dos autistas e de suas famílias. 

 

BDA: Desde o lançamento deste livro, já há algum novo projeto em andamento?

VG: Estamos promovendo um ciclo de palestras sobre inclusão e adaptação curricular. Essas palestras incluem informações sobre os transtornos de aprendizagem e de desenvolvimento, como o cérebro aprende e aulas práticas sobre adaptação de currículo e de conteúdo. 

 

 

BDA: No que consiste, exatamente, o "método das boquinhas"?

VG: É um método fonovisuoarticulatório, portanto multissensorial, que permite uma alfabetização mais segura e efetiva de quaisquer crianças. É um método encantador que respeita crianças e jovens e valoriza sua aprendizagem.

 

BDA: Segundo uma entrevista sua, os autistas são "pessoas especiais que precisam de um olhar diferenciado para que possam aprender a crescer com autonomia." Na sua opinião, o que vem sendo feito para que as pessoas tenham esse olhar diferenciado é algo efetivo ou ainda falta muito pra alcançarmos esse objetivo? 

VG: Já conquistamos muitas coisas. A Lei Brasileira de Inclusão, a Lei Berenice Piana são exemplos dessas vitórias. Mas elas não saíram do papel em muitos lugares. Verificamos também que nossas escolas não estão preparadas para fazer a inclusão efetiva e, infelizmente, esse cenário não mudará tão rápido, pois a formação inicial dos professores ainda não aborda a inclusão. Se o professor não procurar por ele mesmo essa visão, as universidades não auxiliam nesse conhecimento. 

 

BDA: Aqui em Macapá, acabamos de fazer uma ação social no período do carnaval que mobilizou mais de 1.000 pessoas, sem contar os envolvidos através da internet. Que importância você acha que tem esse tipo de iniciativa pra população, em termos de conscientização? Você acredita que a mensagem chega até elas?

VG: Ações assim são muito importantes. E acredito sim que elas alcançam muitas pessoas. Fico muito feliz quando vejo ações que reúnem tantas pessoas e que se preocupam em informar e sensibilizar a todos.

 

BDA: Caso se confirme, qual a sua expectativa para um relançamento do seu livro aqui em Macapá?

VG: Fico sempre emocionada quando lanço um livro, pois ele é fruto de muito trabalho e muito carinho. E a possibilidade de fazer isso na minha cidade que tanto amo é uma alegria maior ainda.

 

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