Projeto de arquitetura promove terapia para crianças com autismo

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Em tempos de smartphones, é na experiência tátil que arquitetos encontram uma forma de interação com o universo autista.

Data da Publicação: 20/03/2017

 

Uma maneira criada pelos arquitetos de projetar ambientes interativos é trabalhar com sensações táteis, envolvendo outros sentidos e tornando o ambiente mais interessante. 

 

Na Universidade de Michigan, nos EUA, um professor vem trabalhando num projeto de arquitetura para autistas que vai além de apresentar aos visitantes uma experiência agradável; é uma forma de terapia para crianças com o Transtorno do Espectro Autista (TEA)

 

O sensoryPLAYSCAPE, como é conhecido o protótipo, é um pavilhão feito de tecido tracionado sobre varetas. Um simples toque e sons são disparados com imagens projetadas na superfície do tecido, como numa tela

 

O resultado é uma conexão entre habilidades motoras e a resposta auditiva e visual, ajudando as crianças com autismo a ajustar a quantidade de força aplicada em um determinado movimento de forma dinâmica e envolvente. 

 

Se a criança não está suficientemente ciente do quão forte está pressionando a superfície, as dicas visuais e auditivas se encarregam de lhe mostrar isso. Espera-se, com esse trabalho, que as crianças com TEA se relacionem melhor com seus próprios sentidos e que, posteriormente, possa ajudá-las nas suas relações sociais.  

 

Embora muitos psicólogos condenem os dispositivos touchscreen por prejudicar a atenção e até o sono das crianças, parece que criar ambientes como este – sensoriais, responsivos –, numa escala macro, poderia ser uma poderosa ferramenta no tratamento do autismo.

 

Fonte: ArchDaily

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